Filho de Faustão, João Silva tem inspiração em Hebe e revela: ‘Quero um programa com a minha cara’

“Filho de peixe, peixinho é”, um dos maiores ditados populares pode ser usado para a família de Fausto Silva, o Faustão, já que João Guilherme Silva, ou apenas João Silva, está seguindo os passos do pai como um apresentador, ou melhor um comunicador, como ele mesmo diz.

Porém, nem sempre foi assim. Antes pensar deste modo, João Silva queria ser diplomata, uma carreira difícil, bastante ligada à área jurídica e governamental, que viabiliza políticas externas e relações internacionais com outros países.

Contudo, o fato da profissão de diplomata ter uma veia em comunicação, fez com que João Silva quisesse seguir os passos do pai.

“Quando eu era pequeno, a minha ideia era ser Diplomata, eu acho que não tinha essa noção da dificuldade. Eu achava que era mais pela questão de conversar com outras pessoas, de outros países. Enfim, então é uma imagem mais lúdica de criança, mas que já tinha alguma coisa a ver com o que eu faço hoje. Acompanhando muito o que meu pai fez a vida inteira foi um dos fatores que me trouxe para a comunicação. Eu também trabalhei na Rádio Trianon, quando eu estudava no colégio Objetivo, então foi minha primeira oportunidade, também apresentava os festivais do colégio, então acho que isso que me levou à televisão”, contou a OFuxico.

João ainda acredita que pode ter “pulado” algumas fases até virar apresentador de fato, graças à proposta que a Band tinha com o “Faustão na Band”.

“Acho que foi virada de chave para a televisão foi o convite que meu pai me fez, quando eu voltei a morar no Brasil. As pessoas me perguntam muito também por que eu fui chamado e acho que a ideia (da Band) era fazer um programa para família, então essa relação de pai e filho foi fundamental para ele fazer esse convite”, revelou.

E o fato de trabalhar ao lado do pai, João contou sempre há uma pressão maior, mas que não se sente mais pressionado de “pais e filhos” que trabalham juntos em outras profissões.

“Isso acontece no Brasil o tempo todo, dos filhos trabalharem com os pais, e eu acho que é bem parecido. Às vezes, as pessoas acham que que a vida de alguém que está na televisão é muito distante, mas não é. Acho que o carinho do Pai com o filho, de sempre cobrar mais do filho, eu acho que é muito legal, porque ele quer ver um profissional completo se formando e, posteriormente, ajudando outros. Acho essa cobrança muito positiva”, disse.

“Eu fui aprendendo e consumindo a televisão por dentro dos bastidores antes do que uma pessoa que às vezes começa de fora e depois entra. Muitas vezes um profissional de televisão começa aos 20 anos de idade, já o meu primeiro contato foi com sete anos de idade. Então, acho que isso só me ajudou e eu sou muito grato”, acrescentou.

FÃ OU HATER?

Apesar do contato com a fama desde o berço praticamente por sempre estar junto com o pai, João está vivenciando o fato de o famoso ser ele nos últimos dois anos e fica muito feliz ao ver que, às vezes, uma pessoa de 80 anos gosta do trabalho dele.

“Olha que o contato com fãs é uma coisa que sempre fez parte da minha vida, então todas as vezes que eu saía com meu pai de casa, tinha essa experiência. É algo muito positivo, muito legal. Às vezes, uma senhora com 80 anos ter uma admiração por mim é demais, imagina a pessoa viveu 80 anos, tantas pessoas passaram na televisão, passaram na vida dela e ela criar essa relação comigo é algo muito gratificante”, confessou.

No entanto, nem tudo são flores e junto com o amor de uns, a internet fez aparecer os haters. João Silva não está imune a isso, mas ele contou que gosta até mesmo do que os haters falam.

“A crítica construtiva é sempre boa, eu adoro, mas adoro os haters. A turma que faz uma crítica destrutiva, pode ter um fundo de verdade e aí você tem que lapidar o que a pessoa falou, o ódio, e descobrir esse fundo de verdade. É sempre bom olhar para isso porque onde tem fumaça, tem fogo”, contou.

FUTURO

Contrariando notícias que saíram por aí de que não teria mais contrato com a Band, João Silva revelou que ainda é contratado pela emissora e, inclusive, tem projetos dentro dela e até fora para o segundo semestre e até o início do ano que vem, mas que ainda precisa manter em sigilo.

“Eu ainda não posso falar o que eu vou fazer mas estou com várias conversas muito bacanas, algumas mais embrionárias, outras já mais avançadas. Tem coisas que a gente tem pensado tanto na Band, como em outros lugares. Vai depender muito das oportunidades, também do que tem a minha personalidade. Muita gente pergunta: ‘João, você tem vontade de continuar na televisão?’ E eu falo: ‘Tenho a maior vontade do mundo’. Eu acho que se Deus permitisse a turma continuar gostando, eu vou ficar para o resto da minha vida fazendo televisão, às vezes no conteúdo digital, mas é com essa profissão mesmo, com esse público”, disse.

Questionado sobre o maior sonho, ele não titubeia: quer um programa para chamar de seu. Porém, revela que faria algo diferente do que o pai, Faustão, fez a vida toda.

“Meu sonho é um programa meu, acho que é muito legal você poder produzir algo que tem a ver com a tua personalidade e fazer as apostas do que vai dar certo ou não, né? A gente (eu e Faustão) tem jeitos diferentes, isso ficou claro para o público quando eu e a Anne (Lotterman) apresentamos o programa, que o Faustão tem uma característica dele, foi sempre um programa vivido no palco, ele é 100% em função do palco. Neste tempo, fiz outras matérias fora, fui gravar lá no Juventus, fui gravar no Jogo das Estrelas, então toda essa parte de externas acho que tem a ver com a minha personalidade, fica diferente da dele, então que essa seria a principal diferença”, destacando que gosta do contato com o público.

E se depender de ídolos para seguir os passos, além do pai, João Silva está bem servido, inclusive, citando uma das maiores divas da televisão brasileira: Hebe Camargo.

“Eu gosto muito do Tiago Leifert, é um cara brilhante, genial, jovem, que eu admiro muito e eu acho que a Hebe Camargo fez muito essa parte na minha infância. Tudo que eu assisto de televisão, nas mídias sociais, os vídeos, eu tento buscar o máximo de conteúdo da Hebe. Acho que ela era uma mulher à frente do tempo. Claro que também tem outras pessoas como o Zé Américo, o José Silvério, a turma da do futebol, Ulisses Costa, eu sou muito ligado ao futebol. Então, seja narrador, comentarista, apresentador de programa esportivo, o apresentador de entretenimento, variedade, tem uma turma muito forte que eu me inspiro”, contou, acrescentando que pensa em seguir uma dica que seu pai sempre fala com relação à profissão. “Nunca leia o TP (Teleprompter) ou use ponto eletrônico, são os lemas do Faustão”, finalizou, João, aos risos.

Fonte: Ofuxico